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​Sobre Iniciação e Fantasias

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​ Salve caras Estrelas.   Para quem joga ou tem saudades de um jogo coletivo, seja futebol, vôlei, queimada, bandeira, sueca, buraco, dizem até RPG, sempre vai existir o time contra, ou seja: aquela equipe adversária, contrária a sua vitória, porque ela busca também seu lugar laureado ao sol. No contexto das ordens iniciáticas também estão lá os vários times contras, formados por indivíduos "do contra" que se juntam e batem um bolão que aterroriza muitos, mas de novo cumprem uma função, um serviço.   Engraçado, que no contexto de ordem coletiva tudo é treinamento para o ego, e os embates gerados por pessoas e assuntos pessoais (geralmente picuinhas) são um prato cheio para o trabalho, para a coletividade. Numa ordem Thelêmica onde é praxe que reinem as harmonias das órbitas estelares daquele sistema, esse prato ganha requintes de entrada, prato principal, sobremesa e um bom vinho. Mas, e no contexto pessoal? Numa instrução 1 x 1?   Olha, vou contar nesse tempo que estou ...

Raízes.

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    Uma das buscas que ocorre em nossa jornada é a fixação de nossas raízes. Não somente buscar conhecer a ancestralidade que nos permeia, que corre em nossas veias como pequenos filamentos em uma árvore a alimentar com a seiva da bagagem que trazemos, bem como buscamos fixar melhor as raízes na terra para que possamos ter bases firmes para suportar o crescimento que se ergue em direção aos céus. São essas raízes que trazem nosso alimento, e são elas que também favorecem uma troca justa entre os elementos. Vou usar como referência “A Árvore do Mundo” que aparece em diversas mitologias, como  Yggdrasil , na mitologia nórdica: "Localizada no centro do Universo ligava os nove mundos da cosmologia nórdica, cujas raízes mais profundas estão situadas em Niflheim, um mundo sombrio onde ficavam várias árvores assombradas e solo onde não se produzia nada, escuridão profunda com gigantes e terríveis monstros. O tronco era Midgard, ou seja, o mundo material dos homens; a parte m...

A mariposa

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  Quem nunca em algum momento da jornada espiritual se sentiu perdido e com uma sensação de solidão profunda?  Nessas horas, gosto de me recorrer às cartas, onde encontro consolo e acolhimento. O Tarot sempre foi um instrumento sagrado para mim, que mantenho um profundo respeito. As cartas nunca erram, e sim nos autos sabotamos por não querermos nos deparar com os fatos que não sabemos lidar. A verdade dói, mas tenha certeza que a ilusão é uma tortura chinesa a longo prazo. Pois isso, considero o Tarot um excelente amigo, daquele que não passa a mão na cabeça, mas está pronto a qualquer hora para dar o melhor conselho. Pedi à Senhora das Estrelas que me mostrasse um panorama de como andava meu processo espiritual conforme o trabalho que venho executando, ou melhor, vivenciando na Santa Ordem, e algo muito inusitado aconteceu no exato momento que desvirei a carta: uma mariposa entrou pela janela e foi direto em direção à lâmpada do quarto que estava acesa. Em questões de segund...

A Dispersão na Perspectiva de um Probacionista

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  Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.   Tive meu primeiro contato com Thelema na adolescência, influenciado pelas letras das bandas de Heavy Metal . Ainda nesse período, ao andar por uma biblioteca, me deparei com uma edição de “Os Livros de Thelema” da editora Madras. No momento eu pensei “então esse é o Crowley que o Ozzy tanto fala?”. Decidi comprar o livro, fiz uma leitura corrida e, assim como o Ozzy relata em “Mr. Crowley”, não entendi nada da mensagem proposta. Guardei o livro na estante e por lá ele permaneceu por mais de uma década. Alguns anos depois, um pouco mais amadurecido em comparação com o garoto de 16 anos que era na época, e tendo um pouco mais de conhecimento sobre o mundo, me deparei novamente com esse livro na estante. Então pensei que talvez fosse um bom momento para tentar compreender Thelema. Com isso, iniciei minha jornada como Estudante dos Mistérios e após 6 meses assinei o juramento do Probacionato. Confesso que em um primeiro momen...

Despir-se

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  Despir-se é um ato de extrema complexidade. Numa sociedade forjada pela cultura judaico-cristã, despir-se tornou-se um ato pudico para a maioria dos homens e mulheres. Despir-se é um ato de extrema complexidade, pois revela o que temos de mais íntimo, nosso templo, nosso veículo. Precisa-se de muita ousadia para se mostrar como veio ao mundo, para mostrar as imperfeições que não se enquadram nos padrões almejados, que aprendemos por força de repetição desde a infância. Despir-se é um ato de coragem! E que coragem! Você deve estar estranhando esse discurso aparentemente moralista vindo de uma Aspirante à Thelema, ainda mais depois de um título tão convidativo. Aposto que vislumbrou encontrar um texto com referências sexuais, já que temas que envolvem tal conotação mágicka são instigáveis e por isso tão pesquisados e deslumbrados por grande parte dos interessados por Thelema. Para a sua decepção irei abordar um tema que é o “calcanhar de Aquiles” de todo Aspirante à Santa ...