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O trabalho do Probacionista, e a mudança consciencial

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  Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei. Quando assinamos o juramento como Probacionistas da Santa Ordem, a primeira ideia que temos é: “enfim tornei-me um membro da Astrum Argentum”! Esse é um dos primeiros enganos de nossa caminhada, e haverá muitos outros, “pois o ordálio da iniciação não é leve”. Uma das primeiras coisas que é preciso esclarecer é que o período de estudante é apenas para equalizar os conceitos básicos necessários para que o aspirante possa entender o linguajar falado por seu futuro instrutor, e não precise de esclarecimentos quanto a conceitos básicos a qualquer estudante de ocultismo. No entanto, o trabalho como Probacionista tem uma natureza diferente: é o primeiro grau onde se passa por uma transformação consciencial necessária para alcançar um novo plano existencial. Afinal, o Probacionista ainda não é oficialmente membro da Santa Ordem, pois ainda não alcançou o primeiro grau, que se situa em Malkhut, a primeira Sephira. Ele ainda precisa vencer ...

Os pés fora da árvore.

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  Os pés fora da árvore   Quando iniciei os estudos, pensava tanta coisa. Isso já há alguns anos, lidando com livros, textos dos mais diversos tipos. Muitos achismos acabavam por deixar os pensamentos envolvidos em uma névoa, por mais que eu achasse estar vendo com clareza. Quando tomei conhecimento superficial sobre Thelema, a primeira reação foi de estranhamento, porém, depois aos poucos fui aprendendo a lidar e ver a vastidão que é o sistema que envolve muitas coisas derivadas de outros sistemas. Quando comecei a estudar Cabala, confesso que fui com alguns conceitos que eu achava corretos, que já havia estabelecido em minha mente, e podia jurar que as coisas começavam e estavam ali em Malkuth. Que o caminho de fato se iniciava ali. Talvez por falta de conhecimento, talvez por opiniões próprias, eu criei uma relação entre algumas coisas e Malkuth, até que em uma conversa com meu instrutor a fala simples me fez cair em mim: “O Probacionista está fora da árvore.” ...

Técnica de Sacrifício, a arte do fazer sagrado

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  Técnica de Sacrifício, a arte do fazer sagrado Liber Resh como SACRUM - FACERE do probacionista. Participando de algumas discussões em grupos relacionados ao trabalho mágico, surgiu o assunto que causa uma excitação fora do usual na grande maioria dos estudantes e aspirantes ao ocultismo que é o daemon , gênio, S.A.G nosso de todo dia ou a nomenclatura que preferir adotar. Existe muito material na internet, livros diversos, mestres saindo do buraco da tomada garantindo consecuções. As recomendações naquela publicação foram as mais variadas, desde link com PDF, indicação de livro, alguns rituais e afins. Como me comprometi em meu juramento, minha contribuição foi a menção da A.’.A.’. justificando que é o treinamento contínuo desenvolvido por Mestre Therion com o propósito central de estabelecer esse contato e a tal conversação. O que vi de resposta me deixou intrigado, em meio a tantos rituais “receita de bolo” com o mesmo objetivo e até menções ao Juramento do Abismo.  So...

Tempo de Acolhimento

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  93 a todas e todos. Prezados, é tempo de acolhimento. Como uma nova planta que brota da terra negra sempre em direção ao Sol, assim é o nosso mais íntimo desejo do coração. Na vaga das horas, na incessante dispersão dos pixels a vista turva, a mente cansa e o foco se perde. Vivemos o pior cenário jamais vívido por toda uma geração, uma pandemia de nível global sem precedentes abala a estrutura do sempre frágil tecido social, fazendo com que percamos familiares, amores, entes, colegas e por fim alguma sanidade, com certeza muita humanidade.  Após dois anos desse terrível fardo e na certeza de que o mundo nunca mais será o mesmo, o que nos resta? O que fica? Proponho um exame. Não pode ser a indiferença, pois estar nesse contexto é para os que não sentem, e esses são os malditos entre nós. Pode ser que reste a revolta, a tristeza, a frustração e a sensação de impotência, se há sentir, há sentido. Sem julgamentos! Não há botes salva vidas no rio de Amrit. Há alegria e praze...

Ordálios

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Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei   Caros Irmãos e Irmãs: Vamos tocar num tema que é interpretado de maneira equivocada, até por alguns Thelemita antigos - ORDÁLIOS.  Em uma lista de discussões um participante expressou sua opinião sobre Ordálios: "Olha, durante muito tempo eu achei que os ordálios eram desafios que o universo nos impunha para testar nossa perseverança. Hoje eu vejo que é o contrário. Imagine uma dificuldade que você tem, ela pode ser de ordem amorosa, profissional etc. Essa dificuldade faz parte de quem você é. O ordálio ou provação nada mais é do que uma oportunidade que se apresenta, de você superar essa dificuldade que está de alguma forma travando sua "evolução". Então se você tem medo de altura, um ordálio seria subitamente você receber uma proposta de emprego num lugar muito alto. Você pode simplesmente descartar, com as mil desculpas que for, mas no fundo você sabe que descartou porque tem medo de altura, e o ordálio foi a oportunidade q...

Fragmentando

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  Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei   O quanto inteiro achamos que estamos, quando nos deparamos com nossa imagem refletida no espelho?  De repente, começamos a nos observar e vamos nos tornando cacos, pedaços, fragmentos.  Nosso reflexo já não é mais único e nos deparamos com não mais "eu", e sim "nós". Somos um ser para cada momento, ação, movimento, e isso não quer dizer que fingimos e nos tornamos algo “multi”, mas sim como somos vistos pelos outros.  Pode parecer clichê, assunto repetido, gasto, mas não deixa de ser muito real e presente. Trazendo isso para o probacionista por exemplo, é um momento muito interessante quando ele para e olha para si, e esse movimento de olhar ocorre com outros olhos. Creio que alguns fatores podem influenciar, e se formos falar de questão de idade, maturidade, alguns vão bater o pé e fazer birra dizendo que são maduros do alto dos seus 20 anos... Sim, alguns podem ser, porém há coisas que somente o tempo traz, ...

O CONCEITO DE SHU HA RI PELA VISÃO DE UM PROBACIONISTA

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  Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.         Dentro das artes marciais japonesas, em especial no Karatê, existe o conceito de SHU HA RI. Em SHU o praticante aceita as técnicas passadas pelo mestre/professor sem questionar. Repetidamente ele treina a forma da técnica, sem tentar modificar ou questionar. Neste caso o faixa branca ou o Probacionista (neste texto vou me ater a faixa branca e faixa preta, antigamente o praticante de artes marciais ou era faixa branca, ou era faixa preta). HA – Encontramos um aluno mais experiente, mais capacitado. Este mesmo aluno já sabe a forma da técnica, pois repetidas vezes ele a treina. Ele já pratica há um tempo e começa a questionar e buscar formas de melhorar sua técnica pessoal (aqui encontramos o Neófito ou faixa preta). RI – Aqui o praticante tem a forma e a técnica enraizadas em seu ser, então ele cria sua própria técnica. Por isso, se colocarmos 2 mestres de artes marciais, de um mesmo estilo, lado a l...